domingo, 12 de setembro de 2010

As horas mágicas

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Essas tabelas fiam-se da primeira à décima  segunda hora. Eu simplifiquei colocando direto horas que contamos no relógio ( eu uso e funciona ). Na verdade, essas horas são diferentes das horas que contamos no relógio ( baseadas no tempo médio ). As horas que chamamos de mágicas são chamadas de tempo horário e são divididas da seguinte maneira.Do nascer do Sol até o pôr do Sol, divide-se as horas por 12.
São as horas diurnas. Do pôr do Sol ao nascer do Sol, divide-se  as horas por 12. São as horas noturnas. Os romanos dividiram esses dois turnos em quatro vigílias e a denominação foi conservada pela liturgia cristã, sendo utilizada em diversos círculos mágicos avançados. Lembremos aqui que as horas mágicas não eram utilizadas pelos celtas, que se guiavam pelas estações e pela própria intuição.
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Laudes- conta-se do nascer do Sol até o meio dia.

Vésperas- conta-se do meio dia até o pôr do Sol.

Completas- conta-se do pôr do Sol até a meia-noite.

Matinas- conta-se da meia-noite até o nascer do Sol.

A tábua das moradas da Lua

Outro fator que você deve levar em consideração é em que signo a lua está na hora de um ritual ou feitiço. A chamada tábua das moradas da Lua deve ser mantida ao alcance na hora, mas é preciso conhecer um pouco de astrologia para interpreta-la.'

Digitado por Sarah Crow

De Eddie Van Feu - Almanaque Wicca

Amizade e Inimizades entre os planetas

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O tempo mágico baseia-se na influencia dos planetas durante aquele momento e no mapa astral do mago ou bruxa. Cada um de nós tem uma espécie de mapa previamente traçado que nos é muito particular. mesmo gêmeos tem diferenças em seus mapas, pois apenas  um minuto já faz diferença para o cosmo. Assim , as influencias planetárias do mago influem também na operação mágica que ele realizar.
Alguns planetas não se dão com outros! Pois é, parece piada, mas em magia trabalhamos com o que chamamos de amizades e inimizades entre os planetas.
Uma junção errada e seu feitiço se vira contra o feiticeiro. Na verdade, não é que os planetas se dêem mal, mas é a energia que eles provocam que é ruim. Já viu aquelas duas pessoas que são legais sózinhas, mas insuportaveis quando estão juntas? É por ai...



Os planetas que não se dão

Sol com Saturno- provoca oposição
Lua com Saturno- provoca indiferença
Lua com Marte-produz versatilidade
Marcúrio com Júpter provoca o desprezo dos outros

Vênus com Marte- provoca a zombaria

Marte com Saturno- provoca a suscetibilidade

Os Planetas que são amiguinhos e se dão bem:

Sol com Marte- para a luta pela vida
Sol com Júpter- chance de honra
Lua com Júpter- beneficia a riqueza
Mercúrio com Marte- beneficia o comércio
Mercúrio com  Saturno- Beneficia a inteligência
Vênus com Júpiter- beneficia a procriação
Saturno com Júpiter - beneficia a sabedoria

Essas amizades e inimizades possuem um leque de variações. Deve-se evitar a união de Sol e Marte, pois seus resultados são extremamente violentos. Vênus e Lua possuem um relacionamento muito caprichoso e podem dar resultados inesperados.
Para saber mais sobre isso você deve ter um conhecimento razoável de astrologia. A maioria das pessoas ( incluindo alguns astrólogos ) não têm. O jeito é continuar estudando, devagar e sempre! Guia-se pelas tabelas planetárias.

Digitado por Sarah Crow
Retirado do almanaque wicca da Eddie Van Feu

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O lado mistico do Flamenco

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 Quando o cante solta um grito de: Hay!
Naquele momento o espectador, seja ele andaluz ou não, não precisa de nenhuma explicação.
Ele compreende, instintivamente, o que é o flamenco.
Mas quando quer conhecer as origens do flamenco ou as diferentes acepções da palavra, não obtém uma resposta definitiva. O flamenco tem seus mistérios.
É certo, porém, que o flamenco permanece uma MÚSICA singular ligada a curtos poemas, as copias, freqüentemente fascinantes - sobre a qual enxertou-se a DANÇA. O canto (el cante), a música (el toque) e a dança (el baile) são indissociáveis. Eis unia das raras certezas.
Há uma outra, a de seu local de nascimento. A pátria do flamenco a Baixa Andaluzia e seu berço o triângulo Sevilha - Jerez - Cádiz.
O problema torna-se mais complexo quando se aborda a etimologia do Flamenco. A palavra espanhola "flamenco" significa "flamengo". Seu estudo deu lugar a numerosas interpretações. O viajante inglês George Borrow, que viveu desde 1836 perto dos ciganos da Andaluzia, menciona em seu livro Los Zincali que se designa os ciganos sob o nome de novos castelhanos, de germanos ou ainda de "flamencos".
Alguns adiantam que a palavra "flamenco" é um derivado da expressáo árabe "fellah-mengu" que significa "camponês em fuga", devido à proscrição dos ciganos (que aconteceu paralelamente à perseguição dos mouros em 1570, empreendida por Felipe II de Espanha). Outros consideraram que a palavra "flamenco" poderia ter sido importada da Flandres no século XVI por alguns "flamengos" da corte de Carlos V. O termo era compreendido então como um insulto, podendo ser aplicado aos ciganos.
Viria ainda a palavra "'flamenco" de "flameante" (flamejante) ou designaria como hoje os fanfarrões? Não esqueçamos, enfim a versão de Francisco Rodriguez Marin que vê uma correspondência simbó1ica entre o flamingo rosa (igualmente flamenco), que vivia nas costas do Mediterrâneo e os andaluzes que ocupavam as tabernas, os locais de festa, e cuja silhueta lembrava a do palmípede.
Não bastasse a palavra "flamenco" dar margem a divergências, a própria história do Flamenco e de suas origens suscitam igualmente numerosas hipóteses e polêmicas.
CIGANO E/OU ANDALUZ
Seria o flamenco criação exclusiva dos ciganos? Se definimos o flamenco como cigano, havemos de convir tratar-se de ciganos tornados sedentários e estabelecidos na Andaluzia. De onde vinham eles?
Do vale do Hindo onde, empurrados pelas tropas de amerlão, teriam - a partir da India ganhado a Europa pelo Egito, a África do Norte ou os Bálcãs. O grupo conduzido por João do Egito Menor penetrou nas terras de Alfonso V de Aragão, que deu-lhes o direito de lá se instalarem livremente (1425).
Durante todo o século XV os ciganos conheceram um periodo de paz, que lhes permitiu entrar em simbiose com o folclore andaluz. Desse encontro nascerá o flamenco, canto profundo marcado pela melancolia, o fatalismo e o sentimento trágico da vida. De alguma forma, os ciganos fizeram emergir toda a riqueza artística acumulada durante séculos na Andaluzia, que viu se sucederam fenícios, romanos, bizantinos, visigodos, e coabitarem cristãos, judeus e muçulmanos.
A verdade histórica encontra-se a meio caminho, entre os que consideram que os ciganos estão na origem das formas primitivas do flamenco e os defensores ferrenhos de um "andaluzismo ean-Marie Lemogodeuc e Francisco Moyano sustentam que houve "uma lenta transição entre o substrato folclórico andaluz - constituído de romances, canções e danças populares, que originaram os corridos ou romances gitanos - e as tonás gitanes do canto profundo". Pode-se, portanto, considerar uma evolução progressiva e insensível dos ritmos e canções populares andaluzes rumo a uma "ciganização".
Ao redigir em 1783 As Regras para conter e castigar a errância e outros malfeitos daqueles chamados ciganos, Carlos III coloca o cigano numa situação jurídica de igualdade com os espanhóis e vai tornar possível a emergência do canto e da dança flamenca.
El cante
O primeiro nome conhecido de cantaor profissional é e de Tio Luis 1 de la Juliana. Há ainda El Planeta (criador da seguiriya) e seu discípulo El Filio. Eles vivem no início do século XIX e são todos ciganos.
A primeira referência àquilo que pode ser considerado como do flamenco encontra-se na obra Escenas andaluzas (Cenas andaluzas) de Serafín Estébanez Calderón, publicada em 1847: no capítulo "Dança em Triana" o autor enumera nomes precisos de cantos e de cantores.
Após a primeira geração do flamenco, de 1800 à 1860, vem a da idade de ouro, de 1860 a 1910. Os primeiros cafés de cante ou cafés cantantes (cafés-concerto) são abertos em Sevilha a partir de 1850: Los Lombardos, ei A renal, las Friperas, o Café de Variedades... Mas é principalmente com a abertura de "El Burrero" em 1880 (que se tornará "Café dei Burrero") e do "Café de Silverio" que o cante entra em plena atividade.
Constate-se aí que os artistas "payos" (os não ciganos, em espanhol) são duas vezes mais numerosos que os ciganos. Os cafés cantantes teriam pois permitido aproximar as tradições andaluzas (Malaguenhas, Verdiales, Granadinas, Tarantas) e cigana (Se guiriyas, Soleares, Martinetes, Bulerias, Tangos...). O cantor permaneceu durante muito tempo o personagem principal mas, com o tempo, o guitarrista assumiu crescente importância. O nível geral melhorou e os guitarristas inventaram novas técnicas.
O desenvolvimento dos cafés cantantes teria desencadeado um transtorno irreversível na histór do Flamenco. A partir daí, ele deixa de ser uma exclusividade cigana; sai do universo privado e familiar para se transformar em espetáculo lucrativo. Abre-se assim a terceira fase do flamenco e sua teatralização.
El baile
No inicio do seculo XX artistas como Manuel de FalIa ou Ramorr Goniez de la Serna se inquietam: estaria o flanretrco em decadência? Para manter vivas suas foiites criam um concurso de Cante Jondo, corri a intenção de dar a preferência aos "Cantaores que evitam as fiorituras abusivas". Ele acontece em 13 de junho de 1922 ria praça de los Aljibes, eni Alhambra. Acima do prêmio outorgado a Niíio Caracol, o que importa é a tomada de consciência pelos intelectuais da época corno Federico Garcia Lorca da dignidade e da riqueza do flanretrco.
Mas por outro lado o espetáculo teatral assume uma importância bem particular, jã que ele fará o flamenco conhecido mundo a fora. Não se trata mais somente de tablao, mas de cenas de teatro.
Em 1929, Antonia Mercê, "La Argentina", cria a primeira companhia de balé espanhol, que estréia ria Opéra Comique de Paris. Vicente Escudero apresenta, também ria capital francesa, suas primeiras criações e redige seu Decálogo da Dança flaumermca (1949). É sem dúvida nesse momento que, no inconsciente coletivo, o baile (a dança a que atualmente se associa o termo flamenco) suplanta o cante.
O baile é o prolongamento do cante. Dele emana e se alimenta. A flama é animada pela voz do cantaor e, segundo Jean Cocteau, "o dançarino se consume nesta chama". A osntose é tal que o nome das danças é o mesmo que o dos cantos.
Como o cante, o baile é leve nas alegrias, burlerías, rumba e patético nos soleares, seguiriyas e martinetes. E é a tradição:
como o cantor, o dançarino passa de um estado de tensão dramática a um estado de calma. Por exemplo: a dança que acompanha os soleares vê-se atenuada e adocicada, no momento de seu paroxismo, por uma passagem a um ritmo de bulerías ou a outros ritmos feitos do mesmo estilo.
Ao estrear no teatro, o flamenco viveu um período de transição, onde por vezes a imagem exótica prevalece sobre a autenticidade. Mas não houve erosão do gênero, e após algumas indecisões, a arte do flamenco encontrou em grandes artistas (La Argentina, Carnren Amaya, Antonio Ruiz Soler, La Chunga, El F~rruco, ou ainda Antonio Gades e Christina Hoyos) sua força de emoção e de paixão.
Os viajantes do século XIX já observavam que é no domínio da dança, dos ritmos e da harmonia que a arte flamenca utiliza os elementos da arte sacra da Índia. Por suas atitudes, pelos simbolos mágicos desenhados por seus braços e seus dedos, a bailarina de flamenco não deixa de recordar ao espectador de hoje a dançarina indiana.
A dança, naturalmente, obedece a regras e deve curvar-se, imperativamente, às exigências do coam pás. O segredo do flamenco, porém, permanece inteiramente nas mãos dos artistas.
Adaptado a partir de
original de Martine
Planells publicado no
programa da Ópera de Paris
SÍNTESE:

1) Os mouros predommmirmaram na Espanha de 711 à 1492 (até a sua expulsão pelo rei Ferdimando e a rainha Isabel).
2) Encontramos aqui uma mistura musical de elementos orientais, judaicos, berbemes e gregorianos. A influência árabe ali foi notável, principalmente rias técnicas inarmônicas, utilizando intervalos menores que o semitom. Autores de mmmi estudo sobre o Flamenco (coleção Que sais-je?, muito popular na França)
No início do século XVIII ainda não se encontram sinais da palavra flamenco com designativa de um gênero musical, e as duas danças riais populares à época são o fandango e a seguidilla que, dançadas no teatro por profissionais, serão enobrecidas pela "Escuela Bolera" (a escola de balé clássico). A dança "flamenco", tal como é hoje praticada, nasceu no século XIX.
<!________ LADO MISTICO________>

O Lado místico do Flamenco
A dança sempre esteve presente em todas as civilizações, em todos os povos, desde os primórdios, seja ela em caráter religioso (oferecida aos deuses ou ritualística), alegre (livre e descontraída) ou comunicativa (comunicação através do corpo).
Algumas civilizações antigas, bem como algumas tribos indígenas, praticavam a chamada "Dança da Terra. Essa dança era executada com os pés descalços e batendo simultaneamente no chão. Acreditavam que com isso, tornariam a terra fértil e se livrariam de todos os males físicos e espirituais, passando para a terra todas as doenças, dores e tristezas de que por ventura se apresentassem."
Esse aspecto também está associado à crença dos Ciganos Calóns que acreditam que o Flamenco tem o poder de "descarrego" através dos "taconeos".
2. OS QUATRO CAMINHOS DA VERDADE
Através de qualquer um destes 4 caminhos é possível chegar à verdade universal.
É o que explica a pirâmide:
1. arte  - ÁGUA 
2. ciêncía  - TERRA 
3. filosofia  - AR 
4. religião  - FOGO 

O centro, ou seja, o cume da pirâmide representa a verdade universal e cada lado, a subida por um caminho assim representado.
Por laços invisíveis e imperceptíveis, estão ligados entre si, pois significam e levam a uma mesma coisa: a Verdade.
Mas como em todo caminho existe muitos desvios e obstáculos...
3. NUMEROLOGIA CABALA E FLAMENCO
Certos ritmos dentro do flamenco são considerados pelos Ciganos Calóns e alguns estudiosos, como mágicos devido a seus compassos rápidos, marcados, violentos e sutis ao mesmo tempo.
Por exemplo: Temos as "Siguiryas", na qual cada compasso compõe-se de 5 tempos. Numerologicamente este rítmo representa a estrela de 5 pontas e toda sua simbologia, além do signficado do número.
Cada ritmo possui um símbolo e um significado, um número e uma finalidade.
Tudo isso será estudado no último período profundamente.
Essas informações são aqui expressas para somente lhe conscientizar a respeito deste lado da arte da dança flamenca.
4. O PODER DA DANÇA
Todos os místicos, magos, ciganos e esotéricos afirmam que, quando a dança é executada em toda sua plenitude, onde a pessoa está completamente entregue a dança e a música, ela atinge um certo estado de transe e nesse estado é capaz de direcionar essa energia que está sendo produzida para a realização de seus desejos mais profundos e intensos, mentalizados e programados em seu inconsciente.
Além de proporcionar estados de plena felicidade, satisfação, contentamento e uma renovação total de energia, a pessoa que dança se torna mais disposta para o dia-a-dia, vencendo seus obstáculos e tendo mais força para lutar nos revezes de nosso cotidiano urbano.
A dança nos faz "ficar de bem" com a vida!
E quando uma pessoa fica de bem com a vida, a vida sorri para ela !!!
Rodrigo Garcia. <!________ trajes________>

Os Trajes

Existem 4 modelos básicos de trajes flamencos que se associam aos 4 elementos e aos 4 caminhos universais da Verdade:
1. HOMEM Camisa social e colete
1. MULHER Saia comwn comprida, representa o elemento fogo e o caminho da religião.
2. HOMEM Somente camisa social e uso de bengala.
2. MULHER Saia que vem justo nos quadris e coxas saindo babados a par/ir do joelho, representa o elemento terra e o caminho da ciência. Uso de pandeiros.
2. HOMEM Um blaiser sobre a camisa social e colete
3. MULHER Bata-de-cola, representa o elemento água e o caminho da arte. Uso de xales.
4. HOMENS Uso de chapéu e punhais e camisa bufante.
4. MULHERES Saia comum, porém um pouco mais curta na altura da panturrilha, representa o elemento ar e o caminho da filosofia. Uso de Leques.
Assim como os trajes, as músicas também se associam aos elementos de acordo com seus ritmos.
 
Pequeno Dicionário Flamenco:
Ay! - exclamação que introduz ou acompanha numerosos cantos.
BaiIaor(a), Cantaor(a) - bailarino(a), cantor(a) de flamenco. Deformação das palavras espanholas bailador, cantador pelos andaluzes. O termo bailarino designa o dançarino de balé clássico.
Braceo - port de bras dos dançarmos de flamenco.
Cante jondo ou Cante grande - cantos profundos como a seguiriya, a solea e o martinete, em oposição ao cante por fiesta (buleria, tango, alegria...), bem mais alegre.
Jondo é a deformação da palavra "hondo" (profundo). Termo proposto por Manuel de FalIa e Federico Garcia Lorca para substituir a palavra "flamenco", julgada restritiva no inicio do século. O cante jondo se aplica aos cantos que encerram ressonâncias primitivas, graves, e cuja força de expressão nasce dos sentimentos mais íntimos. Federico Garcia Lorca diz que no cante jondo "as gradações mais ilimitadas da Dor e da Pena, colocadas a serviço da mais pura e mais exata expressão, batem nos tercetos e quadras da seguiriya e seus derivados".
Copia - pequeno poema de três, quatro versos, que serve de texto para as canções populares e para o flamenco.
C ompás - compasso (ritmo de uma frase musical). C uadro - grupo de artistas de flamenco, composto de cantores, guitarristas e dançarmos reunidos para um espetáculo.
Duende - do sânscrito "divindade". O dicionário da "Real Academia" da a seguinte definição: "O misterioso e inefável encadeamento do Cante f/amenco~. Federico Garcia Lorca escreve em Teoria y Juego dei Duende: "o Duende é um poder e não um ato. Uma luta e não uni pensamento". Ele conta o que uni velho mestre de guitarra dizia: o Duende não está na garganta; o Duende sobe internamente a partir da planta dos pés". Para os "flamencos" énecessário compreender que o Duende é uru estado de graça que surge de modo inesperado e que não tem duração mensurável. E tarnbém o arrepio extático comunicado por certos artistas, que se manifesta sobretudo no baile e no cante por fiesta.
Gracia - dom de leveza e... de hunior, manifestado no baile. Quanto às danças lentas, elas requerem "ei arte", o grande estilo.
Jaleo - palavras "OLÉ !","VIVA DIOS !", palmas e outras manifestações que servem para encorajar os artistas.
J uerga - "fiesta flamenca" com cantos, danças e vinho (fino) à vontade.
M antõn - grande xale de seda com franja, indispensável ás sessões das bailaoras. Outros acessórios: o leque (habanico), as flores nos cabelos, o vestido de cauda (bata de cola) para os espetáculos. As castanholas (castanuelas) não são propriamente "flamencas"; elas provêm do folclore e do balé clássico espanhol.
Marcar - dançar, sem zapateado, geralmente durante o canto.
Palmas - bater de mãos que acompanha o cante ou o baile, sobre o tempo ou no contratempo. Há dois tipos de palmas: as palmas "normais" ou sonoras (bate-se na palma de uma das mãos com os dedos da outra) e as palmas "sordas" (surdas) utilizadas para evitar prejuízo à audição do canto (bate-se com as duas palmas, uma contra a outra).
Peña - associação de aficionados (aficcionados).
Pitos - estalar de dedos para marcar o ritmo.
Remate - movimento acentuado dos pés ou do corpo para terminar um compasso. Serve para fechar uma série ou um Conjunto.
Tablao - cabaré "flamenco", munido de um estrado de pranchas, e que se inspira nos antigos cafés "cantantes".
Taconeo - série de golpes ritmados, dados com o salto (tacôn). Toque - do verbo tocar. Designa a ação de tocar como o som produzido.
Zapateo ou Zapateado - como autêntico percussionista o bailaor dispõe de seus pés como de uma bateria. Originário de Cádiz, esse uso remonta ao século XVI. Hoje essa maneira de dançar - sóbrio nas atitudes - consiste em vibrar o solo com o pé num conjunto rítmico ordenado (sendo os sons produzidos por três movimentos sucessivos: ponta, salto, ponta - punta, tacón, punta). Existe um parentesco com o katak indiano.
Adaptado de texto original de
Martine Planells publicado no
programa da Ópera de Paris
 
Algumas Danças Flamencas
Tango - não deve ser confundido com o tanto argentino. Trata-se de uma adaptação desta dança feita pelos ciganos que se popularizou na Espanha em meados do século XIX. De ritmo binário, o tango tornou-se uma das danças mais características do flamenco. Dança da sedução, seus movimentos são elegantes, chegando a ser espevitados ou alusivos. Os tangos deixam ao bailarino um amplo espaço para a improvisação pessoal.
Bulería - o nome vem de burla (zombaria, blague) ou de bulia (agitação). A bulería nasceu no final do século XIX e permite todos os tipos de improvísações. E cantada e dançada ao ritmo de uma soleá muito leve (a soleá é, com a seguiriya, uma das bases do flamenco). E um canto festivo criado, ao que parece, pelos ciganos de Jerez. O bailarino deve seguir um compás alternado. Em um ciclo de 12 tempos, sucedem-se dois tempos longos e três breves. Esse tipo de compás funciona na realidade de maneira muito complexa: o ciclo pode começar seja sobre os tempos 12, 1, etc., dividir-se em dois, três ou quatro sub-partes e superpor várias escanções simultâneas. Sobre este ritmo, a bulería, alegre ou sentimental, libera todas as energias.
Alegría - como reconhecer uma alegria? Talvez pelo "tiritran, tran, tran" que inicia. Como seu nome o indica, é uni canto e uma dança de contentamento, de alegria, que se desenrola sobre um cornpás alternado. As alegrias mais célebres vêm de Cádiz.
Farruca- do árabe "faruq" - que significa corajoso, o sobrenome dado pelos andaluzes aos imigrantes galegos ou asturianos). Cante de origem galega que absorveu inegáveis influências andaluzas, especialmente da região de Cádiz. Suas características: a doçura, a cadência e a melancolia. A dança se apoia sobre um com pás regular em tempo binário (estruturas a 2 ou 4 tempos por compasso, em ciclos de 4 ou 8 compassos). Adaptada ao homem, a farruca é lenta, nobre e grave com pausas muito precisas. Os pés percurtem constantemente o solo com violentos golpes dos saltos. Sua grande dificuldade reside nos desdobramentos em contratempos que alternam com os passos que lhe são peculiares. Foi La Trico coe, Léonide Massine introduz uma farruca que é o momento mais esperado do balé.
Romera - parece derivar de uma palavra repetida varias vezes nos mais célebres textos de copias. Romera teria o sentido de "mulher", de amante. O cante tem o niesrno compás que as alegrias e as bulerías (estrutura rítmica de doze tempos), que faz dele um cante inteiramente apropriado à dança.
Adaptado do programa da Ópera de Paris.
 
fonte:Arte e movimento


PAX DEORUM

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Tudo que desejares a mim eu vos desejo em DOBRO!REDOBRADO! E TRIPLICADO! )0(

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Deusa Bastet

UMA GATA OU UMA MULHER 
com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubastis, cujo nome em egípcio — Per-Bastet — significa Casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas espalhadas pelo mundo. Essa divindade também estava associada à Lua e protegia os partos e as mulheres grávidas de doenças e dos maus espíritos. Tornou-se ainda padroeira dos festivais, muito populares até a época romana, nos quais as bebedeiras eram comuns.


Ao lado, estatueta de bronze da deusa gata Bastet.
Museu Britânico.

O NOME QUE OS EGÍPCIOS DAVAM ao gato era myw, que correspondia ao som que o bicho emite, ou seja, o nosso conhecido miau, palavra onomatopaica que passou para outros idiomas, inclusive o português, indicando o miado daquele animal. O gato, aliás, era um dos bichos mais estimados no Egito. Bastet era uma divindade bastante antiga, já citada nas primeiras dinastias, quando então era identificada com os gatos selvagens que povoavam o país. Foi a partir do Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.) que ela começou a ser associada com o gato doméstico. Seu nome significa "deusa do bas", palavra que identifica um jarro de unguento para cerimônias funerárias. Símbolo do amor materno, da fecundidade e da doçura, protegia os lares e a partir da IV dinastia (c. 2575 a.C.) aparece como mãe do faraó, a quem ajuda. Sendo os soberanos da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.) oriundos de Bubastis, tornaram a deusa de sua cidade natal uma divindade de cunho nacional. Dessa época em diante foi considerada filha de e os poderes benéficos do Sol lhe foram incorporados.
DURANTE O TERCEIRO PERÍODO Intermediário (c. 1070 a 712 a.C) começaram a ser construídas necrópoles para abrigar múmias de gatos. Esses animais eram criados no templo de Bubastis com o objetivo de serem sacrificados à deusa e mumificados. Devotos da divindade adquiriam tais múmias que eram envoltas em tecido, colocadas em sarcófagos feitos sob medida e enterradas como oferendas à Bastet em túmulos subterrâneos cobertos com uma abóbada. Quando os reis líbios da XXII dinastia (c. 945 a 712 a.C.) fizeram de Bubastis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.
A PARTIR DA XXVI DINASTIA (664 a 525 a.C.), agora já no chamado Período Tardio (c. 712 a 332 a.C.), tornou-se comum os adeptos da deusa lhe oferecerem, em seus templos, ex-votos na forma de estatuetas que representavam a divindade sob a forma de gato. Feitas geralmente de bronze, mas também de outros materiais, as esculturas costumavam trazer no pescoço um colar ou o olho Uedjat e brincos de ouro nas orelhas. Ao ser representada na forma humana podia trazer nas mãos um cetro, uma planta de papiro, um sistro, instrumento musical que tocava nas festividades, etc. No braço podia carregar um cesto que, às vezes, aparece cheio de gatos.
DIZIA A LENDA que a deusa-leoa Sekhmet, após ter dizimado parte da humanidade, fora apaziguada e se transformara numa gata mansa. A terrível bebedora de sangue se trasformara em Bastet, bebedora de leite. Em Bubastis, cidade situada na região central do delta nilótico e principal centro de culto dessa deusa, as festas em sua homenagem eram muito concorridas. O historiador Heródoto (aprox. 480-425 a. C.), falando de tais festas no seu tempo, escreveu:
Os egípcios celebram todos os anos grande número de festas. A mais importante e cujo cerimonial é observado com maior zelo é a que se realiza em Bubastis. A vida em Bubastis por ocasião das festividades transforma-se por completo. Tudo é alegria, bulício e confusão. Nos barcos engalanados singrando o rio em todas as direções, homens, mulheres e crianças, munidos, em sua maioria, de instrumentos musicais, predominantemente a flauta, enchem o ar de vibrações sonoras, do ruído de palmas, de cantos, de vozes, de ditos humorísticos e, às vezes, injuriosos, e de exclamações sem conta. Das outras localidades ribeirinhas afluem constantemente novos barcos igualmente enfeitados e igualmente pejados de pessoas de todas as classes e de todos os tipos, ansiosas por tomar parte nos folguedos, homenagear a deusa e imolar em sua honra grande número de vítimas que trazem consigo e previamente escolhidas. Enquanto dura a festa, não cessam as expansões de alegria, as danças e as libações. No curto período das festividades consome-se mais vinho do que em todo o resto do ano, pois para ali se dirigem, segundo afirmam os habitantes, cerca de setecentas mil pessoas de ambos os sexos, sem contar as crianças.
Acima, estatueta de bronze de Bastet da época romana. Museu Britânico.
NO EGITO os arqueólogos encontraram cemitérios inteiros de animais sagrados mumificados. Essa prática cresceu de importância no período mais recente da história do Egito antigo, sob o domínio dos Ptolomeus. Por isso, não deve ser considerada típica da vida religiosa do Egito em seu auge.
OS CEMITÉRIOS de animais estavam situados nas proximidades de seus respectivos centros de culto. Assim, os gatos, que representavam essa deusa Bastet da alegria e do amor, eram mumificados e enterrados em Bubastis.
A MUMIFICAÇÃO DE ANIMAIS e pássaros, em verdade, era muito grosseira e o corpo era freqüentemente reduzido a um esqueleto antes de ser envolto em bandagens. Tais bandagens, porém, eram aplicadas com grande habilidade e todos os esforços eram envidados para produzir uma múmia convincente na aparência. Essa múmia de gato, do Período Tardio, por exemplo, está cuidadosamente envolta por numerosas tiras de linho.
EMBORA A MAIOR PARTE dos animais mumificados sejam dos últimos períodos da história egípcia, a prática de venerar certos animais em particular existiu já nos períodos mais antigos. Muito antes do culto aos animais sagrados do Período Tardio, o príncipe Tutmósis, irmão mais velho de Akhenaton (c. 1353 a 1335 a.C.), mandou mumificar e enterrar sua gata preferida com o título de Osíris Tamit justificado. Seguindo o modelo dos sarcófagos do Império Antigo, o caixão de pedra imita uma capela: as paredes laterais são mais elevadas. Os textos inscritos no sarcófago pedem a proteção à deusa Nut e aos quatro filhos de Hórus, enquanto que a gata aparece com um colar diante de uma mesa de oferendas. Nas faces menores, Ísis e Néftis encontram-se ajoelhadas em sinal de amparo.

FONTE:http://www.fascinioegito.sh06.com/gata.htm






A Deusa-Gata foi uma das divindades mais veneradas no antigo Egito. Ela representava o lado poderoso, luminoso e acalorado do sol. Nas festas dedicadas a Bast, as ruas enchiam-se de música, dança e brincadeiras bem-humoradas. Seus seguidores adoravam comidas doces, como bolos de mel, passas e frutas.
Bastet então tornou-se a deusa dos festivais e do vinho.
O sistro que ela traz na mão simbolizava o prazer da música e da dança.

No Antigo Egito, o gato doméstico, trazido do sul ou do oeste por volta do ano de 2.100 a.e.C., é considerado um ser divino, de tal ordem que, se um deles morrer de morte natural, as pessoas da casa raspam as sobrancelhas em sinal de luto.
No santuário de Bastet, em Bubástis, foram encontrados milhares de gatos mumificados, assim como inúmeras efígies de bronze que provam a veneração a esse animal. Em seu templo naquela cidade a Deusa-Gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo.
O gato é um símbolo que assumiu múltiplos significados entre as diferentes civilizações. Segundo uma tradição celta, ele teria nove vidas. Posteriormente, durante a Idade Média, o gato passou a ter apenas sete vidas. Animal misterioso associado aos poderes da Lua, ao mundo da magia e às bruxas.



Faça um altar dentro de casa e coloque uma imagem da
Deusa Bastet .
Em volta coloque fotos de seus gatos e de sua família, também
de outros bichinhos de estimação, podendo acender uma vela
verde ou branca.
Peça sempre a proteção maternal de Bastet porque ela pode

O Culto a Deusa

Bastet a Deusa gata.
Protetora dos gatos, das mulheres, da maternidade, da cura.
Era guardiã das casas e feroz defensora dos seus filhos, representando
o amor maternal.
Tem grande ligação com a lua.

" Eu sou Bastet, a deusa dos mistérios da natureza!"



Para ter sorte no ano que entra, às nove horas da noite do dia 31 acenda uma vela dourada e sente-se confortavelmente perto dela, enquanto relaxa a mente e o corpo por alguns minutos.
Num pedaço de papel roxo, escreva nove vezes as suas metas para o Ano Novo, repetindo as seguintes palavras:
-Cobre, estanho, ouro, prata, minha sorte aumenta enquanto o ano passa!
Deixe sua lista de metas num lugar especial e procure lê-la regularmente.
Boa Sorte!